Como lidar com os conflitos para uma comunicação empática?

mãos com plantinha

Uma ferramenta interessante é ter clareza sobre o conceito de gerações.

Você treta com todo mundo e gostaria de uma chave para não ter mais esses conflitos ou, ao menos, passar por eles de forma mais suave? Vem comigo! Se dentro de nós já temos tantas vozes e confusões. Imagina fora, quando essas relações se projetam no outro. Os conflitos, em geral, nascem de um problema de comunicação:

Existe o que eu penso que quero falar.
O que eu falo de fato.
O que o outro ouve.
O que o outro pensa que ouviu e entendeu a partir do que eu falei.
E pior, ainda tem as ruminâncias daquilo que o outro entendeu do que eu pensei que queria dizer… haha que confusão!

Nesse processo de comunicação precisamos aprender a ter empatia e ouvir. Exercitar uma escuta ativa, pois, normalmente, estamos escutando o outro e já pensando no que vamos responder. Não é um processo de troca sadio e empático. E nisso, vamos ficando cada vez mais reativos e os conflitos reinam.

Como ultrapassar o limiar do conflito para uma comunicação sadia, empática e produtiva?

Conhecendo, honrando e respeitando o conceito de gerações. Tecnicamente falando, geração define um grupo de pessoas que divide o mesmo espaço-tempo e, portanto, partilham da mesma forma de pensar, cultura, hábitos. Essas pessoas vão criando um jeito próprio da sua geração.

O mapeamento das gerações começou, em especial, nos Estados Unidos, logo após a Segunda Guerra Mundial, quando os soldados voltam e há uma explosão da natalidade.

Vamos às gerações que conhecemos até agora:

  • Baby Boomers – Primeira geração mais estudada e monitorada. São os filhos da Segunda Guerra, nascidos de 1945 até meados da década de 1960. E, no Brasil, é uma geração que nasce na ditadura militar. Eles têm uma característica de ter apreço pela segurança, solidez, emprego fixo. O tema hierarquia e obediência são importantes.
  • Geração X – Nasceu a partir de meados da década de 1960 até o final de 1970. É a geração que recebe a maior influência da comunicação televisiva. Confiam no que “deu na TV”. Ainda gostam de emprego garantido, de carreira sólida em uma empresa.
  • Geração Y – A minha geração. Nascidos a partir de 1980 até perto de 1995. Começam a receber o impacto da tecnologia com os computadores pessoais e a mudança passa ser uma constante. Uma geração que tem medo de morrer e ficar velho, porque tudo que fica velho é trocado com a tecnologia. Por isso, também, na vida profissional, não quer muita permanência e passa por vários empregos.
  • Geração Z – São os nativos digitais, nascidos de 1995 até 2010. Eles já nascem on-line e estão mais conectados. Têm uma percepção de mundo e tempo muito diferente, menos ambição que a geração Y, mas buscam mais flexibilidade de horários. Querem empreender para que as coisas sejam feitas no seu ritmo.
  • Geração Alfa – Nascidos de 2010 em diante. É o próximo passo da geração de nativos digitais. Eles não apenas nascem com os recursos tecnológicos e digitais à disposição, mas com internet banda larga e smartphone. O processo de aprendizagem deles é completamente diferente. Eles que vão atrás da informação.

Claro que aqui ainda existem as questões encarnatórias, dos índigos e cristais, mas não podemos ignorar o fato de que o ambiente espaço-temporal da geração Alfa é completamente diferente, cheio de estímulo com dispositivos intuitivos.  A tecnologia precisa estar organicamente integrada ao seu dia a dia. Buscam o conhecimento na hora que querem. Então, imaginem a treta educacional de um professor da geração X ensinando a geração Alfa!

É uma geração de crianças naturalmente curiosas e que têm onde buscar. Relacionam-se de uma maneira muito menos hierárquica.  Nosso papel é olhar e pensar que mundo estamos construindo para eles. Geramos muito mais empatia quando entendemos de qual geração estamos falando.  É preciso ter honra. Honrar significa respeitar. E aqui me lembro de nosso querido Chico Xavier, no Programa Pinga Fogo, em 1971, que já nos disse:

“A própria automação está nos dizendo que, em um futuro breve, seremos aposentados dos trabalhos mais rudes, para nos dedicarmos a educação mental”.

À cada geração cabe um papel. E como as pessoas atingem seu potencial? Com a educação mental. É o que nos dá a capacidade de empatia e diálogo e nos traz a responsabilidade de promover o desenvolvimento.

Estudar e entender as gerações é uma ferramenta preciosa. Perceber que o diálogo empático não violento só é possível quando me coloco no lugar do outro. Preciso honrar os feitos que uma geração deu conta de avançar e conquistar. E assim, fazer o melhor na minha geração. E perceber que, cada vez mais, pela própria automação e avanço da tecnologia, temos que nos ocupar com a educação mental de forma que possamos trazer todos para a mesma página de possibilidades. Cada um na sua realidade.

Compreender o cenário espaço-temporal de cada geração. É disso que nasce o respeito.

Abraço grande,

Sempre avanti! Che questo è lá cosa piú importante!

Juliano Pozati


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