Constância na meditação é fruto do autoconhecimento

autoconhecimento

Potencializar o autoconhecimento ancora os valores espirituais que vão pautar suas atitudes.

Entrar em sintonia é o primeiro passo de uma vida de conexão, comunicação e cocriação. É o começo para integrar a noção de espiritualidade. Por quê? Porque durante a experiência espiritual você tem processos de ressignificação interiores. De alguma forma, amplia-se a consciência de como interpretar os episódios da vida que definem os valores que você adota. Os valores pautam a tomada de decisão. Isso é autoconhecimento.

Por exemplo: se solidariedade é um valor importante para mim, é porque no meu contato espiritual vivencio essa ajuda com seres e humanidades em questões que não seria capaz de superar sozinho. Eu vivo a solidariedade na experiência espiritual. Logo, reconheço a solidariedade, porque experimento em mim, vivo em mim, pratico. Transporto esse valor para as atitudes e desenvolvo virtudes.

Meditar ou entrar em sintonia não é para fugir da realidade.

Ao contrário, é para atuar de forma positiva na sua realidade. Nós tendemos à fuga porque, em geral, não suportamos a nossa vida. Mas também não temos coragem de fazer os movimentos necessários para mudar e, às vezes, usamos a religião como fuga.

Outras vezes, a pessoa não consegue meditar porque vai com o objetivo distorcido. Enquanto buscarmos a meditação e sintonia para validar a nossas limitações, nunca vamos ter constância. É como uma criança mimada que passa de colo em colo. Enquanto ela não tem/ouve o que agrada, não para. A espiritualidade não vai passar a mão na sua cabeça.

A primeira permissão é o encontro de si mesmo.

Vejam aqui duas perguntas feitas por um grupo espírita a Emmanuel, mentor de Chico Xavier, relatado em O Consolador:

Pergunta: Em matéria de conhecimento, onde poderemos localizar a maior necessidade do homem?
Emmanuel:
Como nos tempos mais recuados das civilizações mortas, temos de reafirmar que a maior necessidade da criatura humana ainda é a do conhecimento de si mesma.

Pergunta: Por que razão o homem da Terra tem sido tão lento na solução do problema do seu conhecimento próprio?
Emmanuel:
Isso é explicável. Somente agora, a alma humana poderá ensimesmar-se o bastante para compreender as necessidades e os escaninhos da sua personalidade espiritual. Antigamente a existência do homem resumia-se na luta com as forças externas, de modo a criar uma lei de harmonia entre ele próprio e a natureza terrestre. Muitos séculos decorreram, até que lobrigasse a conveniência da solidariedade para enfrentar os perigos comuns. A organização da tribo, da família, das tradições, das experiências coletivas, exigiu muitos séculos de luta e de infortúnios dolorosos. A ciência das relações, o aproveitamento das forças materiais que o rodeavam, não requisitaram menor porção de tempo.

Agora, porém, nas culminâncias da sua evolução física, o homem não necessitará preocupar-se, de modo tão absorvente, com a paisagem que o cerca, razão pela qual todas as energias espirituais se mobilizam, nos tempos modernos, em torno das criaturas, convocando-as ao sagrado conhecimento de si mesmas, dentro dos valores infinitos da vida.

Emmanuel fala que, à medida em que a tecnologia avança, também avança o grito da espiritualidade em nós.

É isso que vai equilibrar nossa jornada evolutiva. Senão a gente se torna apenas parte dos algoritmos, e não é essa a ideia. Eu sou entusiasta das novas tecnologias quando elas nos liberam daquilo que é mais autômato para que a gente se conheça mais. Não tem outro caminho para desenvolver a sintonia com os planos espirituais.

Aproveitar a oportunidade de mergulhar em si e potencializar o autoconhecimento é ancorar os valores espirituais que vão pautar as atitudes. Porque nossas atitudes não podem ser definidas por equações de planejamento de marketing.

É o alinhamento com os valores espirituais que vai equilibrar nossa jornada evolutiva. E as máquinas vão servir ao propósito da evolução.

Parafraseando uma citação do Apóstolo Paulo, “a criação inteira está aguardando a manifestação dos filhos de Deus”. Ou seja, pessoas capazes de cocriar a realidade que os cerca, pautando-se em valores espirituais que assimilam nas experiências, no potencial de realização e naquilo que compreendem no caminho da jornada que nos faz unos.

Nossa manifestação só aporta valor quando é pautada no autoconhecimento, na experiência com a verdade e no desenvolvimento do que temos de melhor.

Abraço grande,

Sempre avanti! Che questo è lá cosa piú importante!

Juliano Pozati


Conheça histórias de que encontrou a realização pelo autoconhecimento no YouTube do Círculo.


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Respostas

  1. Até pouco tempo eu via a tecnologia como inimiga da evolução humana, que por causa dela estávamos retrocedendo como pessoas. Nãs experiências espirituais isso foi ressignificado e hoje eu a amo e a vejo como neutra. Ela se comporta de acordo com a forma que é aplicada. Sendo bem trabalhada e integrada com a espiritualidade, é uma maravilhosa porta para avançarmos. Se hoje estou conseguindo acessar as ferramentas para trabalhar meu processo de autoconhecimento e ter constância na meditação é graças a tecnologia, e isso é LINDO!