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Esse é o nosso nível divino de amor e sabedoria, da iluminação. Alcançar esse estágio é se tornar um buda = iluminado. Como Sidarta Gautama, que foi um buda.

Uma ligeira conexão com esse supremo nível de consciência provoca o samadhi – a indescritível expansão de consciência que leva o ser a se conectar com o coração divino, a unidade essencial de todas as vidas. Essa experiência, muito rara, só pode ser obtida por um discípulo pela intervenção direta de um mestre de sabedoria, alguém que já opera na radiosa realidade desse nível de consciência*.

Há uma grande diferença entre a qualidade da consciência no nível causal (manas superior) e na consciência búdica!

Como no trecho abaixo de Arthur E. Powell, em O corpo causal e o ego:

“Como o elemento predominante no corpo causal é o conhecimento e a sabedoria definitiva, assim o elemento predominante na consciência do corpo búdico é a beatitude e o amor. A serenidade da sabedoria caracteriza o primeiro, ao passo que a mais terna compaixão emana incessantemente do outro.”

O búdico é o plano do sentimento da unidade, um nível de consciência elevadíssimo, que pressupõe iniciações para ser alcançado. Sua luz, uma vez atingida pela consciência, torna a criatura um manancial de compaixão ilimitada e de autêntica sabedoria (a sabedoria do coração).

“Não será preciso dizer que toda a descrição da consciência búdica é, necessária e essencialmente, defeituosa. É impossível, em palavras físicas, dar mais do que um mero indício do que é a consciência superior, porque o cérebro físico é incapaz de apreender a realidade.”, complementa Arthur.

Ele corresponde ao Cristo em nós. E quando desperta inteiramente no homem, numa iniciação superior, é como um “segundo nascimento”: o iniciado é aquele em que o cristo interno – a consciência búdica – nasceu.

Nós podemos falar do corpo búdico, ter alguma noção de sua maravilhosa natureza e sonhar com o dia em que chegaremos a seu nível de consciência.

*Para se aprofundar sobre esse assunto, indicamos o capítulo A Consciência Cósmica, do livro Autobiografia de um Iogue Contemporâneo, de Swami Paramahansa Yogananda.

Redação

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