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Os líderes sempre aparecem em momentos de crises e aflições, a história prova muito bem isso.

Suas características são variadas, não seguindo modelos prontos ou formatados. Mas, como toda boa regra traz consigo a exceção, podemos considerar que o carisma é a condição mais presente nas grandes lideranças. Esse carisma, não está apenas ligado ao caráter de gente boa, gente fina, do legalzão, ele é muito mais amplo que estes estereótipos.

O carisma pode vir apenas em forma de palavras, com ou sem humor, doces ou brutais; em forma de presença física, com ou sem sorrisos, com porte avantajado ou um ser mirrado. Enfim, de variadas formas e com múltiplos conteúdos.

Ao longo dos tempos, várias foram as formas de lideranças sempre mais ou menos carismáticas em sua concepção: de Alexandre, o Grande a Otto von Bismark; de Júlio César a Lênin; de Carlos Magno a Simon Bolívar; de Gandhi a Hitler; de Napoleão a JK… todos, para o bem ou para o mal, exerceram grande papel de liderança utilizando o carisma como a sua grande arma.

E para o mundo global de hoje, quais as características dos líderes e das lideranças? Nessa Aldeia Global, como falava McLuhan, há lugar para esses tipos históricos de liderança ou o mundo está caminhando para autoridades mais democráticas e cooperativas, onde a participação de todos faz parte do projeto de gestão?

Sabe-se por meios de pesquisas que um grande pedaço da nova geração com diploma de graduação e pós-graduação, possui dificuldades em aceitar posições hierárquicas, em receber ordens de superiores. Uma geração que está no mercado de trabalho, logo, atuante, taxada como geração mimimi, entra em choque com essas formas anteriores de liderança. Não cabe aqui levantarmos os fundamentos desse mimimismo e sim como que os líderes e gestores atuarão frente a essa nova característica do capital humano.

Comecei o texto falando que as conjunturas de crise e caos sociais fazem surgir no horizonte líderes, bons e maus. Agora, essa crise e caos não estão mais fora das organizações e sim dentro. O inimigo, o concorrente não é a única preocupação nessa gestão do século XIX, o desafio está, por assim dizer, dentro de casa, com funcionários, colaboradores, empregados com baixa formação, cheios de direitos, altamente individualistas, lotados de informações, mas rasos de conhecimento.

Essa nova geração hedônica até o osso, lança desafios aos líderes. Mesmo com essa aparente negação de formas anteriores de gestão, sem dúvida o Carisma continuará sendo a exceção da regra, mas que deverá estar atento à posições mais colaborativas e abertas, numa espécie de formatação de líderes democráticos, pelo menos mais democráticos que os de momentos passados.

O papel do líder sofrerá, sem dúvida, profunda transformação nos anos que virão, aliás já está na etapa inicial. Não é apenas a geração que mudou, todo o entorno social está em alteração. Profissões que não existiam há cerca de 10, 15 anos agora empregam milhares de pessoas e geram renda. Tudo graças à internet. Moedas virtuais aparecem desafiando o status da economia tradicional, empresas de serviços como Uber e Airbnb, que empregam poucos funcionários, todos conectados, movimentam milhões. O mundo está se pulverizando em diferentes direções. E se as lideranças derem as costas para estas realidades, se não abrirem o seu entendimento à sensibilidade dessa nova etapa da história humana, serão dinossauros, extintos e lembrados apenas em livros de história.

 

Guilherme Almeida

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