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Os símbolos e a besta

Que a Bíblia foi inteira escrita com símbolos não é novidade, e no livro do Apocalipse não podia ser diferente.

Selos

Os selos são as barreiras espaço-temporais.

Jesus conquistou o mérito da presciência, porque abraçou a causa dessa humanidade de tal forma que, ao retornar ao status de sua posição de espírito superior, ele acessou o conteúdo do futuro da Terra, ”rompendo os selos”. Ou seja, a Jesus foi lícito antecipar todas as informações dos próximos séculos da história da humanidade, até o ápice da transição planetária. Logo, podemos considerar que estes selos eram as barreiras que impediam a divulgação dessas informações.

Trombetas

As trombetas são a mediunidade de premonição.

O rompimento dos selos dispara o toque das trombetas, que seriam a mediunidade de premonição manifesta como sinais mediúnicos. A própria vida de Chico Xavier é uma das trombetas, porque, através de sua mediunidade, anuncia e antevê muitas coisas, o que marca como sinal dos acontecimentos. Podemos dizer que a vida de Allan Kardec também foi uma das trombetas.

Taças

As taças são os acontecimentos, as tribulações finais dessa fase de transição.

A humanidade vinha caminhando para a evolução em um determinado ritmo até o momento que um grande acontecimento acontece (que seria a quebra de uma taça). E é exatamente nesse ponto que estamos: vivemos o momento de efervescência de renovação.

Porque apenas nesse momento estamos acessando a esse conteúdo consolidado a partir das obras de Chico Xavier?

Para nos equipar, preparar, fortalecer e empoderar para a consolidação da transição, nesses momentos finais. O conhecimento nos dá a capacidade de nos desenvolver e de ajudar na evolução das pessoas que estão ao nosso lado, nos libertando do medo e da culpa e caminhando rumo ao amor.

Tudo isso nos faz ter a coragem de romper os paradigmas atuais e nos liberta para um novo caminhar, de começar a empreender um mundo novo, que está além e é muito diferente do atual em que vivemos.

A Besta Apocalíptica

O perigo do institucionalismo religioso

Besta refere-se a bestialidade animal. Fala do homem ariano. Homem velho, que teima em permanecer na parte animal, e homem novo, que nasce para o espírito, de acordo com o apóstolo Paulo.

A besta apocalíptica histórica é o institucionalismo religioso romano. Ou seja, a instituição Igreja Católica Apostólica Romana. Não estamos falando da igreja de Jesus nem do Cristianismo sincero. Mas sim da igreja como Estado, como instituição disforme, que reuniu historicamente e ainda reúne em si toda bestialidade humana.

Mas de que forma a igreja, como instituição, se coloca na posição de besta apocalíptica?

Quando ela se utiliza das máximas de Maquiavel em, O Príncipe:

  • Os fins justificam os meios.
  • O líder deve ser temido e não amado.
  • O lider deve dissimular para ser admirado.
  • O líder deve manipular para que jamais o povo se volte contra ele.

Vamos ficar com essa reflexão. O que vocês acham das afirmações acima? De que forma isso vai na contramão do evangelho e dos ensinamentos de Jesus? Entende como não nada difícil perceber o quanto as instituições têm se distanciado dos ensinamentos do Mestre?

Quando reunimos apenas as palavras temer, dissimular e manipular já temos perfeita ideia do quão distante isso está do conceito de amor maior, de amor manifesto.

Lembra do que vimos no Módulo Fundamental sobre a definição de poder?

“A capacidade técnica e objetiva de contribuir decisivamente para a evolução do próximo”

Essa definição de poder não fala sobre hierarquias, cargos, privilégios. Fala sim sobre amor, sobre doação, sobre olhar o outro com fraternidade.

A grande verdade é que todo o institucionalismo, seja ele religioso ou não, reforça a ideia de besta porque nos coloca para concorrer entre si, para disputar, ao passo que deveríamos dar as mãos e nos ajudar. Ele mina a sinceridade de intenções em prol de uma estrutura de poder.

E vivemos isso todo o tempo na atual sociedade. Passamos por disputas incessantes no mercado de trabalho, no trânsito, no governo, na política e, até mesmo, nas relações. O institucionalismo virou quase um padrão de comportamento, em que tudo é hierarquia e sempre existe uma “escala de poder”.

Nós, a partir todo o conhecimento que acessamos, somos também responsáveis por não entrar nessa conhecida “briga institucional” e alimentar energeticamente esse padrão. Claro que ainda precisamos conviver nesse meio, mas hoje temos consciência e podemos ter um outro olhar.

As pessoas são mais importantes que as coisas, mais importantes também do que as instituições.

Somos livres pensadores espiritualizados. A independência de instituições e dogmas é o que vai marcar a atuação dos movimentos para quem a prática verdadeira é mais importante do que o status dogmático e social. A grande revolução dessa fase de transição é a queda dessas organizações que priorizam a própria existência em detrimento ser humano e do desenvolvimento espiritual de seus membros.

Movimentos como o Círculo, que propõem o caminhar de forma horizontal, lado a lado, de forma fraterna e amiga, vão entregar prática mais verdadeira de espiritualidade nesse mundo de transição.

Provocações para o pequeno círculo

  • Você identifica outras pessoas que cumpriram o papel de trombetas?
  • Como você imagina o futuro das igrejas?
  • De alguma forma, você já tinha chegado à essas conclusões sobre os símbolos do Apocalipse? De que forma essa aula mudou a sua percepção?
  • Na sua concepção, como seria um modelo ideal de instituição?

AULA 3 - Apocalipse segundo o Espiritismo

Juliano Pozati

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QUERO ME CADASTRAR

Participe da conversa 10 Comentários

  • Magali Galea Perandré Rossin disse:

    Ola boa trade, nunca entendi as vestimentas dos Padres dos bispos do papa, para mim muito ritual muitas regras, concordo instituições tem que mudar.

  • Cleber Santos Zioto disse:

    Tenho o mesmo pensamento.

    • Bruno Santiago disse:

      É pesado, mas é o que é!!! dar um basta nesse “modus operandi” não é fácil. Atualmente trabalho em uma startup me sinto aqui, como no círculo. Antes, trabalhei em uma grande empresa, com um cargo relativamente alto que me permitiu observar e até comentar com alguns colegas que a empresa, antes familiar, hoje se comporta como um ser vivo (e faminto), tendo “visão, missão e valores”, muda regiões inteiras dá o ritmo a todas as equipes de trabalho, que, mesmo começando com o CEO, toma uma forma (seria forma pensamento?) e um controle sobre todos ali, demitindo, contratando e controlando todos. Por fim, hoje acredito que se o dono da empresa for contra o seu movimento, acho que ela passa por cima até mesmo dele com seus acionistas e balanços… sempre acreditei nesta dualidade das Igrejas, as primeiras empresas do mundo, mas as grandes coorporações do mundo se multiplicaram!!! E não sejamos puritanos, temos de combater em cada um de nós esta “bestificação”, tomar muito cuidado com: para que estamos fazendo, por que estamos fazendo e como estamos fazendo. Temo que esteja replicando este comportamento de Maquiavel, preocupado com o futuro material dos meus filhos e deixando passar o que realmente importa. Se cada um fizer o trabalho da reforma íntima, melhorando a sí e ao seu entorno… já veremos mudanças!!!

  • wellington disse:

    ótima aula! agora pouco ouvi no telejornal que o papa Francisco condenou as execuções e a pena de morte sobre qualquer pretexto. Não sou católico nem minha família é, mas, considero ele um grande líder por ter a coragem de ajudar a quebrar velho tabus. Minha mãe sempre leu o Apocalipse, só que não com o dom da interpretação, mas ela já dizia que a Igreja Católica havia corrompido os ensinamentos de Jesus. Dura verdade meus amigos, eu sei, ter que ouvir e ainda por cima, ter que concordar, não nos esquecemos de que a Igreja nunca se manifestou contra a escravidão no período colonial, o que já é uma mancha negra na sua estória. Parabéns Juliano por divulgar as palavras de Chico.

  • cristianezapelini disse:

    Parabéns pelas aulas Juliano! Realmente vivemos um momento de rever as instituições! Até porque à materialidade nos faz pensar que evoluimos muito… pelo contrário! As pessoas ainda são postas depois da materialidade!
    Sobre as trombetas, me parece que já não é qualidade de alguns! Revelações em todos os campos de conhecimento tem surgido e um novo paradigma se avizinha. E a mediunidade faz parte deste novo paradigma que nasce, assim como foi com a psicologia quando tornou-se ciência sob os moldes do positivismo.
    Grande abraço!

  • andrea disse:

    Gratidao por esta aula!!!!

  • chris disse:

    Parabéns Juliano!!! Suas aulas são fantásticas, pena que o tempo de duração é tão curto. Vou rever todas do Apocalipse. Valeu!!!

  • patysaldanha21 disse:

    Muito Bom! Nunca tinha pensado o Apocalipse de uma forma tão construtiva. De certa forma me sinto mais livre, mais leve. Como se tivesse escutado o soar das trombetas e elas me anunciassem a esperança.

  • lucianofilippi disse:

    Valeu uuuu !!!

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