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Esses nomes podem assustar um pouco no início, mas a gente vai conceituar tudo para vocês não ficarem perdidos. Vamos lá?

Simbiose é o processo em que dois ou mais indivíduos compactuam da troca de energia em um sistema de vida. Um alimenta o outro, um sustenta, protege e/ou supre a necessidade do outro, havendo uma troca e manutenção do sistema vigente. Ela pode ser benéfica para os dois envolvidos ou não (pode ser neutra para o outro, por exemplo).

Parasitose é o processo que envolve dois ou mais indivíduos, mas há roubo de energias. Ou seja, um retira e suga a energia do outro, debilitando seu hospedeiro, sem esgotar essa fonte, mas suprindo as próprias necessidades.

Vampirismo é um processo em que um ou mais indivíduos se beneficiam da energia do outro (fonte) roubando, sugando e destruindo o mesmo. O sistema de vampirização é o que menos se preocupa com sua fonte de energia (vítima). Ele a explora de forma consciente, às vezes semiconsciente, e poucas vezes inconsciente, partindo para uma nova fonte quando esta já não lhe servir mais. Nota: o grau de consciência da vampirização dependerá do grau de consciência do ato praticado.

Definidas as três categorias acima, vamos refletir: Quem somos nós? Simbiontes, parasitas ou vampiros?

Em maior ou menor intensidade e em maior ou menor grau de consciência, podemos representar cada um desses papéis. Isso assusta e pode causar repúdio para algumas pessoas, mas é verdade. É só observar qual o comportamento nós temos em nossos círculos de convivência social, familiar e de trabalho. Muitas das vezes somos simbiontes, parasitas e, pior ainda, vampiros.

Vamos nos ater à condição mais agressiva: a de vampiros. Há pessoas que sugam da mãe terra todos os seus recursos naturais, sem ao menos se preocupar em repor ou atenuar o impacto que geram. Da mesma forma, outros utilizam os recursos da sociedade, mas se esquecem das responsabilidades, como pagar impostos. Há ainda os que não aproveitam corretamente os recursos dos ambientes de trabalho, fazendo entregas incorretas e falhas, reclamando, criticando e aplicando a lei do menor esforço. Existem também aqueles que usurpam dos próprios familiares energias de cunho material como dinheiro, alimento, recursos físicos e sentimentos. Cobram, pedem, exigem, sem oferecer nada em troca.

Quando exigimos, retiramos sem a preocupação de repor (podendo ser inconsciente, semiconsciente ou, pior ainda, consciente), estamos praticando atos de vampirismo. Só conseguiremos mudar esse padrão tão egoísta de comportamento quando aprendermos a reconhecer que temos essas atitudes e, consequentemente, nos dispusermos a mudar. O nosso planeta está em movimento de transformação e, embora esperemos grandes movimentos de mudança, serão pequenos movimentos os responsáveis por essa transição.

Vamos primeiramente ser bons seres humanos, para, aí sim, poder colher os benefícios disso tudo. Deixemos de ser vampiros.

Fábio Nasa

Fábio Nasa

Autor Fábio Nasa

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Participe da conversa 3 Comentários

  • monicatgimenez disse:

    Uau. Excelentes reflexões. Muito obrigada.

  • marcelomedeirosm disse:

    Acredito que somos Simbiontes.

    Esta reflexão está em linha com uma revolução que está em curso neste momento em nossas vidas, a revolução moral.

    No artigo mencionado pelo amigo torodolfo1 percebi que há menção a algumas perguntas e respostas do Livro dos Espíritos de Allan Kardec. Recordei-me de um dos trechos deste livro de estudo que mais me marcou que foi a resposta de Santo Agostinho à pergunta: “Qual é o meio de conhecer-se a si mesmo?”

    A resposta está no Capítulo 12 – Perfeição Moral – Conhecimento de si mesmo na pág. 313, a qual reproduzo na íntegra abaixo (caso não haja um limite para o número de caracteres…)

    “-Fazei o que eu fazia quando estava na Terra: no fim do dia, interrogava minha consciência, passava em revista o que havia feito e me perguntava se não havia faltado com o dever, se ninguém tinha do que se queixar de mim. Foi assim que consegui me conhecer e ver o que havia para reformar em mim. Aquele que, a cada noite, se lembrasse de todas as suas ações do dia e se perguntasse o que fez de bom ou de mau, orando a Deus e ao seu anjo de guarda para esclarecê-lo, adquiriria uma grande força para se aperfeiçoar porque, acreditai em mim, Deus o assistiria. Interrogai-vos sobre essas questões e perguntai o que fizestes e com que objetivo agistes em determinada circunstância, se fizestes qualquer coisa que censuraríeis em outras pessoas, se fizestes uma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai-vos ainda isso: se agradasse a Deus me chamar nesse momento, teria eu, ao entrar no mundo dos Espíritos, onde nada é oculto, o que temer diante de alguém? Examinai o que podeis ter feito contra Deus, depois contra vosso próximo e, por fim, contra vós mesmos. As respostas serão um repouso para vossa consciência ou a indicação de um mal que é preciso curar.

    O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do melhoramento individual. Mas, direis, como proceder a esse julgamento? Não se tem a ilusão do amor-próprio que ameniza as faltas e as desculpas? O avaro acredita ser simplesmente econômico e previdente; o orgulhoso acredita somente ter dignidade. Isso não deixa de ser verdade, mas tendes um meio de controle que não vos pode enganar. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, perguntai-vos como a qualificaríeis se fosse feita por outra pessoa; se a censurais nos outros, não poderá ser mais legítima em vós, porque Deus não tem duas medidas para a justiça. Procurai, assim, saber o que os outros pensam, e não negligencieis a opinião dos opositores, porque estes não têm nenhum interesse em dissimular a verdade e, muitas vezes, Deus os coloca ao vosso lado como um espelho, para vos advertir com mais franqueza do que faria um amigo. Que aquele que tem a vontade séria de se melhorar sonde sua consciência, a fim de arrancar de si as más tendências, como arranca as más ervas de seu jardim. Que faça o balanço de sua jornada moral, como o mercador faz a de suas perdas e lucros, e eu vos asseguro que isso resultará em seu benefício. Se puder dizer a si mesmo que seu dia foi bom, pode dormir em paz e esperar sem temor o despertar na outra vida.

    Submetei à análise questões claras e precisas e não temeis multiplicá-las: pode-se muito bem dedicar alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna. Não trabalhais todos os dias visando a juntar o que vos dê repouso na velhice? Esse repouso não é objeto de todos os vossos desejos, o objetivo que vos faz suportar fadigas e privações momentâneas? Pois bem! O que é esse repouso de alguns dias, perturbado pelas enfermidades do corpo, ao lado daquele que espera o homem de bem? Não vale a pena fazer algum esforço? Sei que muitos dizem que o presente é positivo e o futuro incerto; portanto, eis aí, precisamente, o pensamento de que estamos encarregados de destruir em vós, porque desejamos que compreendais esse futuro de maneira que não possa deixar nenhuma dúvida na vossa alma. Eis por que chamamos inicialmente vossa atenção para os fenômenos que impressionavam os vossos sentidos e depois vos demos as instruções que cada um está encarregado de divulgar. Foi com esse objetivo que ditamos O Livro dos Espíritos.”

    Santo Agostinho

  • torodolfo1 disse:

    Fábio e pessoal do círculo,

    Ao refletir sobre o tema, me veio à mente a figura que utilizei em uma postagem minha anterior ao artigo (https://holabcenter.com/2017/10/06/psychic-self-defense-relationship/). O artigo rememorou-me reflexões passadas e me vez ir além.

    Pensei em todos os domínios de relacionamentos que pontuei anteriormente, começando por meu relacionamento comigo mesmo, passando para meu relacionamento com minha esposa, família, trabalho, amigos, o círculo!!, etc. Até então, detive-me a refletir no impacto transformador positivo que mantenho em cada um desses níveis, mas o artigo me fez ir além e avaliar quais as natureza e qualidade das energias que dôo e recebo.

    Em outras palavras, qual a minha moeda de troca? Sou aquele que quer amor em troca de presentes? Atenção em troca de dinheiro? Será que contribuo com o sistema com aquilo que o sistema (relacionamento) necessita de mim (atenção, companherismo, etc.). E o que desejo de cada sistema (relacionamento)? É ético? De onde vêem esses desejos, do meu ego ou do eu superior? Será que estou vivendo relacionamentos que nutrem meu ego e não meu eu superior? Qualis meus objetivos de vida e como afetam esses sistemas de relacionamento (e vice-versa)…

    Posso dizer que não gosto de todas as conclusões a que cheguei, mas evoluí bastante minha visão ampliada (‘big-picture”) dos multiplos sistemas de que faço parte. Espero que essas considerações auxiliem a todos…

    Abraco!

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