Carrinho

Na semana passada, a Alicia Hultmann Ayala publicou um artigo muito interessante aqui no Círculo sobre A busca de um guru para chamar de meu. Me senti, de alguma forma, provocado por aquele texto que calou fundo com algumas elaborações que tenho percorrido aqui dentro de mim e senti que deveria compartilhar uma experiência que considero muito significativa e proveitosa para as nossas reflexões de final de ano.

Palestrei, em novembro, no I Congresso Internacional da Uniespírito em Portugal e, de quebra, tirei alguns dias para espairecer (afinal, ninguém é de ferro). Apesar de termos viajado num pequeno grupo de amigos do Círculo, em uma segunda-feira de sol, me vi sozinho a vagar pelas margens do Rio Douro, em Porto. Tenho enfrentado algumas situações tantas em minha vida pessoal que senti que precisava “pensar com as panturrilhas”, como diz Dr. Sérgio Felipe.

Rio Douro, Porto – Portugal.

Andei uns dez quilômetros ao todo naquele dia e, obviamente, me vi em meio a muitos conflitos e aflições interiores, mas sobremaneira torturado pela ideia de como questões pessoais da minha vida poderiam vir a afetar ou prejudicar o desenvolvimento do Círculo como movimento, o qual sou apaixonado de corpo, alma e espírito. Esta é, claro, uma vaidade infantil, já que o Círculo não é o Juliano Pozati, e vice-versa.

Mais um agravante: já repararam que, quando estamos em meio à crises e dilemas pessoais que nos apertam o coração, parece que não tem nenhum espírito, mentor, ET, anjo da guarda, caboclo ou coisa que o valha ao nosso lado? Nosso plano mental fica chiando como um rádio que simplesmente não sintoniza estação alguma. O místico João da Cruz chamava esses períodos de “noite escura da alma”, Teresa D’Ávila de “deserto”. A sensação é de uma angústia profunda em nossa alma, como se diante dos problemas e dramas da nossa vida, as esferas espirituais simplesmente se calassem e o silêncio nos constrangesse a trilhar sozinhos o trecho mais duro do caminho. Assim eu me encontrava, com a diferença de que sabia que não se tratava de silêncio da “parte do alto”, mas de excesso de barulho da “parte de baixo” (no caso, eu… risos).

Na incapacidade de ouvir com clareza os amigos do mundo espiritual em meio ao turbilhão de emoções que experimentava, juntei o Princípio de Correspondência com o slogan da Johnnie Walker, e simplesmente kept walking (continuei andando)…

A certa altura, perto da Ponte Dom Luiz, avistei no alto uma igreja que me chamou atenção (eu ainda sou meio igrejeiro quando visito a Europa). Tratava-se, vim a saber depois, da Igreja da Serra do Pilar. Me senti atraído por uma força familiar, um impulso de para lá me dirigir. Peguei o teleférico, e chegando à sua base, iniciei a longa subida da ruela de pedras gastas que leva até o dito templo, indagando porque raios precisava visitar mais uma igreja e, ainda por cima, com uma subida daquelas (gordinho sofre nessas horas).

Vista da cidade do Porto a partir do pátio da Igreja da Serra do Pilar.

Ao chegar na porta do prédio católico construído em 1672, três surpresas: a primeira é que estava fechado para reforma, frustração compensada apenas pela vista deslumbrante da cidade do Porto, a partir do pátio do local, que também abriga o Mosteiro de Santo Agostinho da Serra do Pilar. A segunda surpresa, não menos surpreendente, por assim dizer, é que os jardins que ladeiam a igreja são decorados com antigos canhões de guerra, um verdadeiro museu da incoerência vivida outrora (e nesta hora também) por muitas instituições religiosas de todo o mundo.

Igreja da Serra do Pilar.

Quando tudo parecia ter terminado em turismo frustrado e gordinho ofegante, parei em frente ao templo, que tem sua nave frontal em forma de círculo. Foi quando, para minha doce surpresa, uma voz nítida penetrou como uma flecha os meus pensamentos e disse:

O fizemos visitar esta igreja em forma de círculo para lembrar que o movimento do Círculo não pode ter forma de igreja. É isso. Já pode seguir com a caminhada de elaboração dos seus dramas pessoais.

Quanto significado em apenas uma frase! A busca do guru, como foi dito pela Alicia, impõem sobre aqueles que estão à frente de iniciativas espiritualistas contemporâneas a aura de santidade e eleição que, no ocidente era outrora atribuída ao clero e sobretudo ao pontífice, envolto ainda pelo dogma da infalibilidade papal. Ou seja, por estar onde está, e exercer o papel que exerce, a doutrina católica considera o papa como um cara infalível para questões de fé e moral. Sua voz é considerada a voz de Deus na Terra.

Não precisa ir muito longe para perceber que não estamos livres de pensar assim em meio à uma sociedade tão carente de “heróis nacionais”. Não tem problema nenhum admirar uma Mônica de Medeiros da vida, um Robson Pinheiro, uma monja Coen. Mas daí imaginar que estes seres humanos não são atingidos pelos mesmos dilemas e crises que nós somos, e continuar depositando em um líder o papel de ser infalível ponte para o transcendental, já é sinal da pouca maturidade que temos diante da autonomia filosófica que nos cabe. Criamos inconscientemente um novo pontificado, e torturamos quem mais admiramos com a expectativa da obrigação de nunca errar, nunca cair, nunca chorar, nunca passar por problemas pessoais e precisar do socorro oportuno de uma rede de amigos.

Líderes sofrem a pressão, e não raras as vezes se privam do direito de “falhar”, de “errar”, de passar por crises e se reinventar. Aprisionados na própria persona pública, continuam desempenhando um papel de fortaleza intrépida, como se humanos não fossem. “O que as pessoas do movimento vão pensar de mim se me virem assim, tão fragilizado, cheio de conflitos, dramas, dificuldades e emoções para elaborar?” – era a ridícula preocupação que me assolava em meio à caminhada. E o que me ocorre hoje é que, pior do que “o que as pessoas irão pensar?” é “o que elas já estão pensando sobre mim?”. Porque no fundo, o palco, a luz, a habilidade de se comunicar, a facilidade de integrar saberes, provocam invariavelmente a ilusão de que somos melhores, mais evoluídos e de que escapamos do patamar das crises e dilemas comuns ao processo evolutivo.

Gente, é justamente o contrário! Porque somos gente, seres humanos, simples assim. O conhecimento não faz de qualquer um de nós pessoas iluminadas que habitam um patamar distante dos problemas comuns a todos. Dizemos aqui no Círculo que Conhecimento gera Movimento e Transformação. Todo movimento gera atrito, gera conflito, gera crise. E é bom que assim o seja, pois toda crise é sintoma de movimento. Se não tem atrito, é inércia!

A Simone Abate, do Círculo da Sintonia, compartilhou conosco uma clarividência que acessou esses tempos e que muito ilustra isso. Na visão, o movimento Círculo era como um pulmão que se enchia, recolhia todo o ar e ficava grande. Daí processava e se esvaziava. Num continuum vivo. Crescia se encher de ar e depois se recolhia para assimilar o ar adquirido. Meditando sobre essa imagem, logo a conectei com o que estou compartilhando aqui. Ora, o que acontece com o oxigênio que os pulmões absorvem? É enviado às células. E aí, o que acontece? ELE QUEIMA!, libera energia e coloca o corpo em movimento. Todas as vezes que alcançamos um novo patamar de conhecimento esse saber vai queimar dentro de nós como oxigênio. Vai queimar porque precisa provocar a liberação da energia aprisionada em nossas questões mais íntimas, ainda passíveis de elaboração. E isso acontece com todos nós, sem exceção. Inclusive com este que vos escreve (e bota inclusive nisso… risos).

Mas e o peso da responsabilidade? “Se o Juliano fizer isso, eu deixarei o Círculo”, “se o Pozati falhar neste sentido, o Círculo perde o sentido para mim”. Ouço isso constantemente e me ponho a refletir se esta pessoa já conseguiu acessar o que estamos tentando construir juntos. No vôo de volta ao Brasil, essas angústias pessoais foram ainda mais apaziguadas por um mestre que se materializou diante de mim. Bem, não exatamente diante de mim, mas de Luke Skywalker, no episódio VIII de Star Wars (risos). Em meio as suas crises interiores, sentido-se um Jedi fracassado diante da responsabilidade de continuar a filosofia com novos aprendizes que se desviaram da ideia inicial, o próprio Mestre Yoda se materializa diante dele, lhe dá com a bengalinha na cabeça dura e diz, entre uma coisa e outra:

Não entendeu minhas palavras, não é? Passe o que aprendeu. Força, domínio. Mas fraqueza, tolice, fracasso também. Sim, falhas, acima de tudo. O maior professor o fracasso é. Luke, nós somos o que deles cresce além. Esse é o verdadeiro fardo de todos os mestres.

Desejo que, para além dos dogmas de uma liderança santa e perfeita, sejamos um movimento filosófico livre e espiritualizado, capaz de aprender com as habilidades dos que admiramos mas também com as dificuldades que com eles somos chamados elaborar e superar. Ninguém tem obrigação de estar 100% bem, espiritualizado e iluminado o tempo todo. A vida é uma bebida doce e amarga num único shot, e nós temos que tomar tudo. A bittersweet symphony of life! Que todo sabor seja saber, e todo saber seja transformação, fluindo sempre em coerência com a verdade que somos capazes de fazer emergir em nós, na certeza de que seres e humanidades elevadas interpenetram a nossa dimensão e nos acompanham sempre, pois já sabem que o melhor de nós ainda está por vir!

Abraço grande,
Sempre avanti! Che questo è lá cosa piú importante!

Juliano Pozati

Juliano Pozati

Autor Juliano Pozati

JULIANO POZATI É ESCRITOR, DOCUMENTARISTA E ENTUSIASTA DE NOVAS IDEIAS QUE INSPIREM A SUPERAÇÃO DE PARADIGMAS OBSOLETOS NAS ÁREAS DE CIÊNCIA, FILOSOFIA, ESPIRITUALIDADE E EXOCONSCIÊNCIA.

Mais posts de Juliano Pozati

Participe da conversa 18 Comentários

  • Magali Rossin disse:

    Obrigada por compartilhar sua viagem tanto física como espiritual, tenho aprender muito e gosto muito aprender com vida de outros experiências boas energias boas muito muito obrigada.

  • Beto disse:

    Feliz por ti e lhe desejando o melhor, Juliano.
    Há um tempo tentei por diversas vezes conversar contigo e lhe alertar sobre esse aspecto que eu tinha sentido sobre sei posicionamento e conduta, ou falta de ambos, mas sem sucesso. Compreendo seu momento de estrelato, respeitei suas escolhas e continuei desejando seu melhor, com muita paz, amor e Luz de esclarecimento.
    Considero normal, comum, nos envaidecermos quando assumimos iniciativas que exigem extrema responsabilidade. Porém, quando nos fechamos a ouvir deixamos de aprender e refletir sobre nós mesmos e nossas atitudes, nosso comportamento.
    Não parando, somos parados, assim como você foi. Justamente para perceber e mudar, se transformar, como sempre deve ser com todos nós.
    Aprender, melhorar, se depurar, se aprimorar, contribuir e evoluir…
    Assim é!
    Que bom que percebeu, aceitou, e absorveu.
    Força, fé e foco.
    Continuo lhe desejando o melhor, e que não deixe tudo isso subir a cabeça e contaminar seu coração.
    Continuo lhe desejando o melhor. Esteja aberto a ouvir, não só dizer.
    Paz, Amor, e Luz.
    Abraço fraterno,

  • marciaoanjos disse:

    Juliano, sua fraqueza momentânea é seu maior tesouro, seu diferencial. ….“O que as pessoas do movimento vão pensar de mim se me virem assim, tão fragilizado, cheio de conflitos, dramas, dificuldades e emoções para elaborar?” Vão pensar que vc não é mais um dos muitos gurua perfeitos.
    Você é especial por sua humanidade, autenticidade, alegria, entusiasmo; por ser acessível. Por ser um elo importantíssimo no Círculo que sustenta a tantos de nós, também cheios de conflitos e sofrimentos. Quando li sua msg o que me veio foi: “Você não tem noção da importância do seu trabalho”, não pelo trabalho em si, mas pela forma de realiza-lo”. Gratidão por ser quem e como é!!!

    • Márcia, ainda é desafio para nós perceber que nossas fraquezas são nossas maiores fortalezas. Que nossas falhas e limitações são o grande diferencial que nos fazem humanos, e sendo humanos, temos uma família planetária para pertencer e crescer! Gratidão querida amiga por suas palavras! Vamos juntos! Sempre avanti!

  • Nelson Koroviski disse:

    Amigo Juliano, continue confiante porque não está sozinho.

  • Marcia disse:

    Nao é mesmo maravilhoso esse ir e vir? Esses altos e baixos que nos fazem ressignificar nosso caminhar? Lembro de um video da filosofa Lucia Helena Galvão, falando da espiral do conhecimento. Voce da uma volta e aprende uma coisa e aí parece que vai passar por aquilo tudo novamente, mas com o que aprendeu, voce ja nao esta no mesmo ponto. Está na mesma espiral de aprendizagem mas uma volta acima. E assim vai subindo. A mesma luta, as mesmas duvidas, so que um pouco diferente. Saber que voce andou “sozinho” so me faz mais confiante no seu trabalho porque sei que, no matter what, voce sera verdadeiro e isso me ajuda nos meus momentos “sozinha”. Te encontro na curva. Take your time!

  • Sandra Bittencourt disse:

    Oi Juliano! Simplesmente humano é o que somos … cheios de questionamentos e desafios internos. Obrigada por se colocar tão forte e tão fragilizado, mostrando a cada um de nós que ir em frente com sinceridade é o que nos cabe… tamo junto!
    Obrigada!

  • Bruna Mariano disse:

    Daí eu venho, leio…não tenho um comentário pertinente a fazer…mas depois to aqui vendo a aula 62 dos princípios herméticos e vejo o Juliano do passado conversando com esse aqui do futuro (?), acho que vale a visita! https://circulo.site/portfolio/aula-62-o-todo-em-tudo/

  • sylvia lavinia martini ferreira disse:

    Não faz muito tempo conheci o Círculo . Incrível energia da união de seres HUMANOS inspirados e bem orientados por seus mentores.
    Seu depoimento é fantástico e mostra como voce também passa por inquietudes como qualquer um de nós. Obrigada por compartilhar .
    Estejamos unidos e sejamos LUZ !

  • Aurora disse:

    Juliano, Gratidão pela oportunidade de compreender um pouco mais toda essa engrenagem da evolução humana, Gratidão por está fazendo parte deste movimento filosófico, mesmo que ainda só como leitora, expectadora deste trabalho maravilhoso, buscando conhecer todo processo, sem participação ativa…

    • Agneyde Passos disse:

      Juliano, senti-me muito mais próxima de você ao ler seu texto. Já muito te admirava a desenvoltura e capacidade de tocar em frente um projeto tão grande e ambicioso como é o Círculo.
      Sou nova por aqui, tenho ouvido as aulas, palestras, feito as vibrações e cada vez me surpreendo sentindo-me parte disso tudo.
      A bendita quarentena me proporcionou um recolhimento em casa e tempo pra repensar muitas coisas e introduzir novos hábitos. Círculo é um deles. Gratidão.

  • VIRGINIA LUCIA CENAMO disse:

    Olá Juliano, há alguns dias venho procurando seu vídeos…senti e entendi que estava passando por um momento de reflexões. Incrivelmente, também andei assim, buscando outros lugares para me conectar de forma diferente com minha alma, pois a tristeza e dúvidas me envolviam o pensamento há alguns dias…Até que encontrei aqui em Jundiaí um Centro Espírita que trabalha com fitoterapia e estou há 10 dias melhorando…Fases da vida, não é? Precisamos nos renovar mesmo…é natural…vamos em frente!!!

  • Jose Luciano disse:

    A Procura por um Mestre

    Cada vez mais encontramos pessoas que anseiam por encontrar o seu mestre.

    A busca pela espiritualidade não é um caminho fácil, e tem muitas armadilhas. A maioria delas armadas pelo nosso próprio ego, que tem um medo mortal por esta desconhecida espiritualidade.

    No imaginário das pessoas o mestre é aquele que vai encerrar a sua busca e lhe permitir finalmente descansar. É a pessoa na qual ela vai depositar todas as suas expectativas, é o seu descanso final, seu problema de espiritualidade estará resolvido.

    Muitas vezes este mestre aparece na figura de uma instituição ou grupo ao qual a pessoa se filia. Esquece que elas são regidas por pessoas falíveis e cheias de defeitos. A instituição pode ser perfeita, mas a pessoa que a dirige não o é.

    A busca pela espiritualidade muitas vezes traz consigo a necessidade de subir novos degraus, adquirir mais poderes e ser mais importante. São as necessidades do “ego espiritualizado”. Quem está se espiritualizando não é a pessoa, mas apenas seu ego, quem com medo desta busca resolveu lhe convencer que você já chegou lá.

    Entendam que na espiritualidade, um dos maiores valores é a humildade. Quem se diz mestre, com certeza não o é. Quando você quer ser mais, quer ter apenas mais poder. E poder é o contrário do Amor.

    Somente a humildade e o amor vão lhe guiar neste caminho.

    Quando você estiver ansiosa por um mestre ou por mais poder, estará querendo ser iludida. Será presa fácil para os ilusionistas de plantão, que farão com que você se sinta o máximo. Você estará depositando todas as suas esperanças naquele “mestre”.

    Mesmo que ele não seja um ilusionista e faça um trabalho consciente, suas esperanças serão tão grandes, que fatalmente virá a desilusão, mais cedo ou mais tarde.

    As expectativas só aumentam e nunca serão totalmente saciadas. Bastará um pequeno sinal para que seu mundo desabe e você se volte contra aquele “mestre” ou instituição, mesmo sem razão.

    Isto vale sempre, nunca deposite suas esperanças em nada fora de você, não deixe que sua felicidade dependa de outro.

    Você deve se bastar, para ser feliz e para se espiritualizar. Sem ansiedade, pois o que vale é o caminho e não a chegada.

    Aprecie o que você tem e seja grato. A gratidão é a maior prece, o maior sinal que você pode enviar ao Universo mostrando as boas coisas que você tem e sinalizando que está pronto para receber mais do mesmo.

    Seja Grato e Feliz !

    Prama Shanti
    10/08/2019

  • Mércia Rosa Caleffi disse:

    Oi Juliano, meu querido. Estou há dias com vc em meus pensamentos com uma vontade danada de te ver naqueles vídeos alegres e irreverentes.
    Mas imaginava que seu recolhimento deveria ter alguma razão e aguardar a sua manifestação era uma maneira de expressar meu respeito e carinho.
    Quando nos emprestaram esse corpinho gostoso tambem vieram todas as aflições, duvidas e questionamentos inerentes dessa condição e disso ninguém está imune. Por isso, meu querido, sinta minha compreensão, meu carinho e saiba que mesmo não sendo possível ter uma participação mais ativa , estou sempre ao teu lado. Te quero muito bem.

  • Nícia Sanches disse:

    Todos passamos por isso, esse dias uma amiga me disse que estava em uma fase de “Silêncio ensurdecedor” e caiu como uma luva”. O que me faz amar o Círculo e você Juliano é exatamente o fato de ser um movimento de ser humanos não de santidade. Como você sempre diz, estamos em Círculo, ninguém a frente, ninguém atrás, ninguém acima ou abaixo mas lado a lado de mãos dadas e você é um de nós. Abraço apertado meu querido amigo.

  • Regina Lucia Corrêa Miranzi disse:

    Juliano, eu já o admirava pela grandeza do seu saber, da sua inteligência e da sua capacidade de liderar o Círculo, onde eu encontrei tantas pessoas que me ajudaram a compreender minha vida, tendo acesso a tanto conhecimento, Depois de ler seu depoimento eu o admiro muito mais pois me senti mais próxima, pois a dor nos une neste mundo, onde os processos de crescimento são os mesmos a todos nós. Te desejo muita paz e se posso te dizer algo neste momento, é que você é super, hiper importante com este trabalho que desempenha. Tenha muita alegria verdadeira, pois sua presença é alegria para todos nós. Agradeço me dar oportunidade de te dizer o que sinto. ” A DOR É UMA BÊNÇÃO QUE DEUS ENVIA AOS SEUS ELEITOS”. A. KARDEC.

Deixe seu comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.