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Uma ponte entre o ego e o Eu superior

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Nesta entrevista Margarete Áquila explica que o desafio do autoconhecimento
é mergulhar nas próprias sombras, o que nem sempre queremos olhar.

Encontrar sentido e propósito na vida é a grande busca das pessoas que Margarete Áquila observa em seu consultório como psicanalista. Como costuma dizer, Margarete ESTÁ Psicanalista, Hipnoterapeuta, escritora, palestrante e musicista-cantora. É formada em psicanálise pelo Instituto de Trilogia Analítica e pela Soc. Brasileira de Psicanálise Integrativa e pós-graduada em “Neurociências do comportamento”, pela PUC-RS. Soma ainda a formação em hipnose clínica, Mentora de Inteligência Emocional, pela Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional e atuação como conferencista em assuntos científicos, espiritualidade, metafísica e ufologia no Brasil, Portugal, Itália e França.

”Eu sou meu maior laboratório”, afirma e, por isso, seu foco é a investigação profunda da psique humana, com o objetivo de dar autonomia de pensamento e expansão da consciência às pessoas. Nesta entrevista, ela fala um pouco desses conceitos e da necessária ponte entre o ego e o Eu superior.

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CÍRCULO – Qual a importância do encontro com o Eu superior?

Margarete Áquila – Temos uma visão bem reduzida de quem somos. Costumo dizer que temos uma visão egoica e o ego é uma parte da nossa psique, mas ele tem uma relevância muito grande na sociedade, por isso, a gente define muito quem somos pelo olhar dos nossos pais, pela expectativa da educação, da sociedade em relação a nós, definindo o que é ter sucesso e fracasso.
Por essa visão limitada não conseguimos de fato encontrar quem somos, não conseguimos ser profundos em nossa busca interior. Somos bastante limitados em enxergar tanto habilidades, quanto defeitos, e usamos de muitos mecanismos para nos defender, deturpando as situações, limitando as condições que temos e não aproveitando as habilidades reais. Assim, fica muito difícil encontrar nosso Eu profundo, fazer uma jornada mental ao nosso Eu.

CÍRCULO – O que significa expandir a consciência?

Margarete – Expandir a consciência significa ter paz e harmonia. Não que os problemas acabem, mas vamos conseguir enxerga-los de forma bem mais serena e tranquila. Isso é expansão de consciência. É conseguir passar pela vida sem tantos revezes, sem tantos limites dentro de nós. Entender como é essa expansão é adentrar o nível espiritual e trabalhar a espiritualidade e a transcendentalidade, que é natural do ser humano.

CÍRCULO – Quais paradigmas limitam a vida das pessoas quando elas não têm consciência do seu Eu superior?

Margarete – Existem três paradigmas muito importantes e profundos que comandam a nossa vida. O primeiro é “Eu não mereço”, muitos de nós não conseguimos o que queremos porque a primeira coisa que sentimos é a sensação de “mas eu não sou bom o suficiente, eu não mereço ganhar isso”, seja isso amor prosperidade, carreira, dinheiro, normalmente esse paradigma reduz muito nossa condição de viver; Outro é “Eu não gosto de mim”, tem gente que consegue por defeito do dedão do pé ao fio do cabelo e generaliza de tal forma que tudo na vida está baseado nisso; e o terceiro, que mais ouço em consultório, é “Eu não posso, eu não consigo”, em especial de quem tem síndrome do pânico e ansiedade.

“Somos bastante limitados em enxergar tanto habilidades, quanto defeitos, e usamos de muitos mecanismos para nos defender, deturpando as situações, limitando as condições que temos e não aproveitando as habilidades reais.”


CÍRCULO – Por que tanta gente busca autoconhecimento e espiritualidade e tem a sensação de que não está saindo do lugar?

Margarete – Percebo que muitas bibliografias trabalham com autoajuda, que é importante, mas ela chega num limite que fica raso. Quando falamos em autoconhecimento significa mergulhar naquilo que a gente não quer mergulhar. Olhar para aquela coisa feia dentro de nós, aquela sombra. E como lidar com a sombra se é justamente ela que não nos faz andar?

Lidar com a sombra não é agradável, não é fácil, nem magico, é um processo. É preciso entender que ela não é um mostro, mas um parceiro que está querendo dizer algo profundo, que está ali gritando, porque precisa aparecer para que seja trabalhado um limite. Eu costumo trabalhar minhas sombras como grandes parceiras, eu digo, minha filha você está aqui ainda? Eu pensei que a gente já tinha conversado sobre isso antes? Mas tudo bem, já que não nos resolvemos vamos trabalhar em parceria.

E, como psicanalista, já tive que lidar com sombras gigantescas dos outros. Pessoas que assassinaram outras, pedófilos, mas com parceria e misericórdia conseguimos trabalhar sombras e medos muito profundos, que fizeram com que elas entrassem nessa sombra que dominou a vida delas.

Pausinha… ao som da Marga

No meio da nossa entrevista, Margarete ainda nos deu uma palhinha dos sinos Tibetanos no seu consultório. Clique abaixo pra curtir o sonzinho e viajar.

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CÍRCULO – Qual caminho você indica para a expansão da consciência?

Margarete – Quanto mais eu estudo percebo que o caminho chama-se caridade, fraternidade. E eu já busquei por várias linhas porque acho que isso está acima da religião. E aí entendemos porque a religião costuma incentivar a caridade e porque esse é um caminho seguro para a expansão.

Expandir a consciência olhando para o outro é o caminho da transcendentalidade, pela horizontal, pois daí começo a transcender do eu para o nós, e para o todo, e aí sim eu consigo elevar minha consciência verticalmente. A prosperidade, a harmonia interior, a expansão só é alcançada se eu trabalho meu eu, mas olhando para o outro.

CÍRCULO – Como reconhecer habilidades de sensopercepção e mediunidade?

Margarete – É preciso perceber quando a leitura do ambiente, do que está a nossa volta, previsões, são todas percepções em que é preciso compreender o que é meu, do que não é meu e até onde isso deve ser levado. Tem gente que sofre horrores em prever desastres e problemas. Então é necessário entender e separar quem sou daquilo que estou percebendo fora de mim e entender qual o objetivo disso tudo. O que posso fazer com essas coisas que acontecem, mediunicamente falando, e como separar.

“Lidar com a sombra não é agradável, não é fácil, nem magico, é um processo. É preciso entender que ela não é um mostro, mas um parceiro que está querendo dizer algo profundo…”

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CÍRCULO – Como vem sendo a sua jornada pessoal de encontro com o Eu?

Margarete – Eu sou meu maior laboratório. Como vim bastante “desequilibradinha”, precisei correr. Mas também vim com uma consciência espiritual muito grande. Minha mãe sempre disse que dei muito trabalho. Mas minha jornada foi construída com profundidade e foi graças a ela que cheguei onde estou hoje.

Tive grandes quebras na minha existência: tive doença autoimune, incurável, que a morte poderia vir a qualquer momento. Nesse processo, que foi o grande start da minha vida, entendi para quê eu estava vivendo. Se eu posso morrer a qualquer momento tenho que fazer valer cada segundo. A partir dai a alegria e vontade tomou conta de mim e, principalmente, o amor, o que facilitou demais entrar para essa jornada.

Eu tive outro grande momento quando defini minha carreira profissional, saí de uma que já estava sólida, bem encaminhada, e parti para a área musical, e depois para a área psicanalítica, e para mim tudo isso é uma soma de coisas.

Também teve um momento muito importante que fui refém de uma magia, por dez longos anos. E isso foi uma lição de vida muito grande, de entender mediunicamente o processo, entender a magia, como eu dava força para isso acontecer, como me separar desse processo.


Aprofunde-se nesta experiência

Margarete é a mais nova professora do Círculo e traz o curso Autoconhecimento e Espiritualidade: uma jornada de encontro ao Eu, que a partir da psicanálise, neurociência e espiritualidade propõe que os alunos façam uma investigação profunda de si mesmos, unindo teoria, prática e partilha. As matrículas estão abertas e as vagas são limitadas. Garanta a sua aqui.

Respostas

  1. Ansiosa para começar o curso com a Marga, ela é tudo de bom! Próximo ano, farei o da Mônica, com certeza. Obrigada, Círculo, por esses dois presentaços! Um 2021 de muito conhecimento, movimento e transformação pra todos nós! Abraços!

  2. Sou frequentadora da Casa do Consolador há 3 anos, e acompanho o precioso trabalho da Margarete e da Monica.Estou inscrita no Curso da Monica.Sou médica , e acho que darei um passo importante com novos conhecimentos.Pretendo, futuramente fazer o da Margarete também.Afinal, quero aproveitar bem meus “anos letivos” neste Planeta Escola!