foi adicionado ao seu carrinho de compras.

Carrinho

A riqueza mediúnica da Umbanda e seu papel na nova era.

Como todas as outras religiões, a Umbanda tem os seus conceitos, fundamentos e dogmas, mas ainda sim há similaridade com as demais. Muitas pessoas desconhecem o trabalho feito por ela e simplesmente desqualificam a tradição; um grande erro. Para início de conversa ela é um meio de comunicação com a espiritualidade, independente do formato de seus rituais.

A umbanda é mais um meio pelo qual acessamos um universo de possibilidades dentro do cosmos para que possamos nos conectar a experiências extrafísicas.

Claro que, ao pensarmos os trabalhos ritualísticos da umbanda, muitas cenas nos vêm à cabeça. São imagens estereotipadas que tentam traduzir, de alguma forma, como são os encontros umbandistas. Algo impossível para quem já participou de um. Somente vivendo a experiência de trabalhos desse tipo é que podemos ter dimensão de toda energia, de toda paz, de todo acolhimento que acontecem nos rituais.

Podemos dizer que o início da umbanda foi no ano de 1908, com Zélio Fernandino de Moraes (temos uma aula no Círculo que se aprofunda sobre o tema) e de lá pra cá muita coisa mudou. Assim como qualquer outra religião, a Umbanda evoluiu. Antigamente, pessoas que procuravam a Umbanda, buscavam, de certa forma, a materialização da fé através de oferendas. Era como se pagassem por um benefício para que a sua vontade fosse realizada… Com o tempo, caminhando cada vez mais para ser uma religião de reforma íntima e não de oferendas de trabalho a uma entidade ou outra, muitos rituais sofreram alterações e, de alguma forma, foram reduzidos. Estudos e práticas de reforma interior ganharam espaço nas tendas.

É desse passado que trazemos preconceitos de que a umbanda se utiliza de entidades de “baixa qualidade”, de segunda linha. Desacostumados com os rituais, o fato de usarem elementos físicos para a execução dos trabalhos sempre gerou inúmeras indagações naqueles que desconheciam a verdadeira função de cada uma das substâncias.

Ahh, certeza você já se deparou com o seguinte questionamento: “Mas e aquela história de que as entidades da umbanda fumam e bebem? São entidades menos evoluídas, não voltadas para a prática do bem porque precisam de coisas materiais”…

E a gente está aqui para esclarecer: claro que não! O fumo não é utilizado pelos espíritos por conta de um vício material. Nele há ervas das quais as entidades se utilizam para a realização dos trabalhos, pois uma das características da umbanda é utilizar o elemento vegetal nos rituais. Assim como o éter, capaz de dissipar energias negativas, por isso a utilização do álcool.

Tudo dentro da religião existe por um princípio, o que não significa, de forma alguma, que há trabalhos realizados com entidades maléficas, mas sim com espíritos que tenham o propósito de bem e amor maior.

Percebem que basta uma pontinha de conhecimento para desmistificarmos crenças antigas e já instauradas?

A fé é o maior instrumento de magia que possuímos dentro da religião.

Assim como outras linhas, a umbanda é mais uma das portas de contato com a espiritualidade e com o desenvolvimento da mediunidade. Suas entidades são de puro amor, permitindo a todos que trabalham nos terreiros e tendas vivenciar a espiritualidade na prática, sempre na vibração do bem, seja com limpeza, desobsessão, proteção, ensinamentos, direcionamentos, poder da energia feminina, proteção, justiça…

Viu? Nada de muito diferente do que você encontra em outras religiões. Pelo contrário, a umbanda possui uma riqueza mediúnica tamanha que só a prática pode nos dar porque são seres com grande capacidade de amar, de ensinar e muito, muito dedicados à causa.

Uma das propostas da umbanda é ressignificar a religião sem fazer disso algo banal, buscando cada vez mais adeptos e ajustadas ao cenário atual em que vivemos. A tradição, antigamente muito oral, cada vez mais ganha literatura e os estudos sobre a umbanda estão presentes em muitos grupos.

Os médiuns têm uma responsabilidade muito grande, até mesmo no dia a dia, fora da prática do terreiro, de praticar a mediunidade com consciência, como uma forma de vivência, de ajudar ao próximo, de união. Essa é uma grande chave para a expansão da umbanda.

E já sabendo que uma vez humanos, para sempre médiuns, é nosso papel semear o amor por onde quer que passemos. Somos protagonistas nesse novo mundo e depende de nós a concretização da nova era.

Nossa intenção com esse texto é justamente desmistificar os preconceitos e mostrar a lindeza dessa doutrina. Faz um tempo, em nosso canal do YouTube preparamos uma maratona de nove episódios sobre a umbanda e te convido agora para estudar:

O que faz parte da umbanda é trabalho sério e rico.

Ahhh! E no Círculo você ainda encontra três aulas que aprofundam ainda mais o conteúdo desse especial! Vem conferir e conhecer as mães de santo mais queridas do Brasil!

Aulas relacionadas no Círculo
Iasmine Pereira

Quem escreveu Iasmine Pereira

Jornalista, bruxona e Coordenadora de Comunicação da Pozati Filmes, Iasmine é parte do time do Círculo, uma galera que literalmente "sees dead people".

Mais posts de Iasmine Pereira

Faça seu comentário abaixo!

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

WhatsApp chat